Segunda-feira, 26 de Abril de 2004

Companhia...

companhia.jpg

Chamo a isto companhia.
Não à simples presença de alguém ao nosso lado.
Falo do entrelaçar de pernas, do uníssono do riso.
Falo dos olhares conspiradores, da telepatia.

Chamo a isto companhia.
Não à estúpida conversa para fazer algum tempo.
Mas sim às conversas infindáveis sobre tudo e coisa nenhuma.
Sobre sonhos, poesias, sentados num banco de jardim.

Chamo a isto companhia.
Não ao aperto que asfixia, e ao olhar para o relógio.
Mas falo do perder das horas, das loucuras, dos desvarios.
Falo das caminhadas sem destino, da relva ao pé do rio.

Chamo a isto companhia...


Gabriel Braga in Uma mão de Poesia

publicado por JoãoSousa às 22:39
link do post | comentar | favorito
2 comentários:
De Anónimo a 27 de Abril de 2004 às 12:56
e eu concordo com a tua definição. também chamo ao que escreveste companhiaencandescente
(http://eroticidades.blogs.sapo.pt/)
(mailto:encandescente@sapo.pt)


De Anónimo a 27 de Abril de 2004 às 01:24
as saudades que eu tenho das horas infindáveis na tua companhia.menina sorridente
</a>
(mailto:)


Comentar post

.mais sobre mim


. ver perfil

. seguir perfil

. 25 seguidores

.Janeiro 2015

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3

4
5
6
7
8
9
10

11
12
13
14
15
17

18
19
20
21
22
23
24

25
26
27
28
29
30
31


.Presente

. À lembrança

. À escrita

. ...

. ...

. Às vezes

. ...

. Lhasa

. Balanço Anual

. Soneto débil

. One Night Stand

.Presente

. À lembrança

. À escrita

. ...

. ...

. Às vezes

. ...

. Lhasa

. Balanço Anual

. Soneto débil

. One Night Stand

.Imagens

SAPO Blogs