Quinta-feira, 20 de Maio de 2004

Lágrimas

A brisa, ao tocar os meus olhos, transforma-se em
lágrimas que descem frias pelo meu rosto. Os meus lábios. Sinto-as e sinto a
memória das vezes que chorei o desespero parado, mais triste, de lágrimas
que descem lentamente pelo rosto. O tempo passa por mim como qualquer
coisa que passa por mim sem que a consiga imaginar e as lágrimas, que eram
apenas a brisa a tocar os meus olhos, começam a ser lágrimas de desespero
verdadeiro. Páro no passeio. O mundo pára. E lembro-me de ti como uma
faca, uma faca profunda, a lâmina infinita de uma faca espetada infinitamente
em mim.

José Luís Peixoto - Lunar

Continuem a ler aqui
Vale mesmo a pena.

publicado por JoãoSousa às 20:16
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1 comentário:
De Anónimo a 21 de Maio de 2004 às 02:32
Pelo excelente blogue:

Entre o querer e o ser dúvidas se afogam
P'la onda que atropela as próprias lágrimas;
Irrita o sol secante dos que logram
Fingir nessa verdade as suas lástimas.
Entre o querer e o ser as diferenças moram
E a assunção nos aproxima das máquinas,
'inda longe porquanto saciáveis
Lentos nesse mundo de apaixonáveis.



albertovelasquez.blogspot.com
velasquez
(http://albertovelasquez.blogspot.com)
(mailto:tiagonene@iol.pt)


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