Terça-feira, 1 de Junho de 2004

A noite em que me levaste da Morte à Vida! III


De todas as loucuras que cometera, aquela era muito mais saborosa, dava-me imenso prazer.
Lembro-me de soltar um gemido pela minha boca, um gemido fraco, mas cheio de prazer.
Lembro-me também de ter chegado a um clímax irreal, em que uma onda de prazer imenso me atingia o corpo duma forma dolorosa e ao mesmo tempo.
Lembro-me de sentir o mesmo em ti. De arfares com mais intensidade, de gemeres mais e mais e depois de me largares o corpo com uma satisfação na cara. Uma satisfação certamente parecida com a minha. Beijavas-me o corpo, Estávamos quentes, suados. Eu estava quente.
Via-te enquanto me acariciavas o corpo com a mão sentindo cada linha da tua mão, sentindo cada poro do meu corpo, deitavas-te a meu lado, bem junto a mim, e aquele calor que parecia demasiado, sabia-me bem.
Ouvia-te respirar, passei o tempo a ouvir-te respirar, cada vez mais suave, até ser apenas um suspiro inaudível que eu apenas sentia de encontro ao meu corpo.
Fiquei novamente a fitar o tecto, agora mais vivo, mais sóbrio, recordando aqueles momentos de loucura.
Tinhas-me dado a vida de novo.
Tinhas-me ressuscitado mais uma vez.
Agradeço-te!

Gabriel Braga

publicado por JoãoSousa às 21:47
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