Quarta-feira, 28 de Julho de 2004

Quarto de abóbadas cristalinas

Parei em frente a uma porta que se me abriu,
E entrei, meio cego, pelo brilho que se difundia escuro.
Pé ante pé,
Furei o magnetismo que me ensurdecia
Num rubor de ondas cristalinas,
Como um náufrago ao avistar terra
Fugitivo do turbilhão do mar,
Para sentir o delírio duma noite na praia,
A calma de verdes colinas...

O silêncio irradiado das paredes que te forram,
Faz-te ser ouvida
Numa doçura de cantos de sereias
Que desejam o brilhar dos teus recantos;
Aos que o meu coração não vê,
Aproximo velas e incensos
E sussurro os meus desejos,
Aqueço-os com fofos mantos
E cubro-os de abraços e beijos!

E mais Luz há-de ser precisa
P'ra evidenciar teus mais profundos encantos,
Aqueles que procuro enquanto náufrago
Por entre o turbilhão do mar
Que te esconde de luares azuis e prateados.

Depois de ultrapassada a sua porta
E dados os primeiros passos neste quarto,
A escuridão há-de esmorecer;
E onde a Lua iluminava uma luz morta,
Quem sabe não verei um Sol nascer!


Hugo Maioto

Lá estou eu no plágio...

Já agora... Obrigado Hugo pela noite em que aprendi quem era Ganesh.

publicado por JoãoSousa às 19:42
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