Quarta-feira, 9 de Novembro de 2005

Naquela tarde

A tua ausência naquela tarde, em que o vento lambia com toda a fúria as folhas da calçada e a chuva lavava freneticamente as almas secas das pessoas que por mim passavam, fez-me perceber como o mundo era perfeito.
Não precisei das tuas mãos para que me segurasses quando alguém passava por mim, nem precisei dos teus pés para seguir os teus passos, nem dos olhos para que pudesse ver.
Estava ali sozinho, no meio da rua, desamparado. Com as minhas mãos nos meus bolsos, com os meus pés trémulos passeando na rua, com os meus próprios olhos para ver.
Ver as pessoas a fugir da bendita chuva, para ver o rodopiar das folhas com o vento, para ver os carros a passarem na estrada.
Como foi boa aquela tarde no meio da rua, e apesar do medo que senti, não precisei de ti.


(depois de tanto tempo ausente, tenho de voltar a aprender a escrever)

Gabriel Braga

publicado por JoãoSousa às 20:25
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