Terça-feira, 7 de Setembro de 2004

{amo-te}

Havia luar e o vento soprava de mansinho
hoje recordo os corpos que se fundem com os minerais

ilhas florescem como cogumelos venenosos
no galope das artérias
a monstruosa agulha que espetava nas veias
fazendo pingar pelo chão o sangue
{doente}

Estava doente
assim como todas as palavras que te escrevia

não..
já nada me prende..
nem o amor que por ti sinto {que tu insistes em não acreditar}
nem sentimentos culpados
do passado...

A terra mostrou-me a sua alma
a bater gentilmente por todos nós..

deitada,
na fria areia,
ao lado do mar,
acaricio o ar que traz consigo o cheiro a anis

um cheiro adoçicado
como a tua pele

mas não,
não falemos de ti

apenas de um fim que chega...
um começo de um infinito adormecer...
um eterno sonho
sem realidade constante,
dolorosa...

as pedras estremecem
o ar apoderece
as sombras renascem
e eu parto...

adormeço, enfim...
junto ao mar
às àguas límpidas

acariciando a terra
beijando o meigo luar

Black Rose

Enviado por uma rosa negra e certamente digno de registo

publicado por JoãoSousa às 00:46
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2 comentários:
De Anónimo a 11 de Setembro de 2004 às 17:22
Ainda ñ li mas eu amo-te :) lakshmi
</a>
(mailto:)


De Anónimo a 7 de Setembro de 2004 às 13:37
Um belo poema de gratidãoo e amor... gostei.polittikus
(http://polittikus.blogspot.com)
(mailto:pp@sapo.pt)


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