Terça-feira, 9 de Novembro de 2004

Um poema

de degrau em degrau afundo-me na sabedoria
do ouro e da visão conheço a lenta travessia
onde o corpo se evapora no fogo do tempo
reclamado de rostos e de petrificadas memórias

regresso pela transparente teia dos gestos
e pelos desertos junto ao mar
amámos
sobre o envelhecido espelho
fingimos morrer

já não posso dizer que nada existe
repovoámos o sonho e na boca cresceu
subitamente um pássaro o exíguo espaço
de um país

ó ave
dispersa esta réstia de sangue sobre o mar!


Al Berto

de «A Noite Progride Puxada à Sirga»: Réstia de Sangue, 1985

publicado por JoãoSousa às 20:26
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2 comentários:
De Anónimo a 14 de Novembro de 2004 às 00:06
Grande Al*Black Rose
(http://wwwalguemperdido.blogspot.com)
(mailto:gu4no@hotmail.com)


De Anónimo a 10 de Novembro de 2004 às 11:04
Adorei este poema é denso, forte. Gostei a sério..polittikus
(http://pornograffiti.blogs.sapo.pt)
(mailto:pp@sapo.pt)


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