Domingo, 7 de Junho de 2009

Soneto débil

 

Tenho, como objectivo final da causa defendida,
A tentativa (quase certeira de falhanço)
De conseguir agarrar a felicidade por instantes,
E deixar-lhe a marca da minha existência.
 
Faltam-me porém, os motivos que normalmente
Exaltam febrilmente a alma do homem, e o
Impulsionam para a frente. Chamam-lhe força
Ou vontade, mas não a conheço nem a vejo.
 
Então, embalo-me nas cantigas do tédio e do
Desassossego e deixo-me andar moribundo,
Pelas entranhas inúteis da sobrevivência.
 
Calha-me a sorte de saber os horizontes,
Solta-se o infortúnio de não possuir o meu corpo
E mata-me o conhecer o fracasso da minha missão.
música: Yeah Yeah Yeahs - Zero

publicado por JoãoSousa às 15:44
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2 comentários:
De Emanuela a 8 de Agosto de 2009 às 00:57
Já tinha saudades de ler-te assim...


Beijinhos


De Sara Rocha a 9 de Outubro de 2009 às 11:19
Devia escrever com mais assiduidade...mas quem sou eu para dizer isto...não o conheço...mas gosto de o ler.
(escreva!!!!)


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