Domingo, 28 de Setembro de 2008

Nevoeiro

E das chuvas formou-se um manto

Espesso de neblina, como se todas as ruínas

Desaparecessem por entre o fumo,

E as ossadas se tornassem lembranças.

 

E surgiu o nevoeiro. Impávido, calmo, sereno.

Atacou a terra como uma luva lenta e leve

E deixou-se ficar, estrangulando suavemente

As lembranças de mundos destruídos.

 

E por entre o nevoeiro, romperam vozes suaves,

De espíritos que passeiam sossegados por entre

Todos os escombros de tempos que terminaram.

 

E o nevoeiro repousou muito tempo, e os cânticos

Embalaram sempre as almas que se aquietavam,

E sem querer, acordou-se uma luz lá no céu!

música: Amy Winehouse - Will You Still Love Me Tomorrow

publicado por JoãoSousa às 20:46
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1 comentário:
De Emanuela a 29 de Setembro de 2008 às 03:14
Olá amigo,
Por isto é que nunca deixo de vir aqui... O que tu falas, sempre me chega à alma! não sei te explicar como, nem porque. Mesmo que não consiga entender todos os sentidos, tuas palavras sempre fazem eco em mim.Mas tem coisas que não precisamos mesmo entender, só sentir. Adoro ler-te! E fico com pena que venhas tão pouco...
Espero que a tua vida esteja bem!
Beijinhos


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