Segunda-feira, 11 de Agosto de 2008

A Peste

 

A lua padece repentinamente, e cambaleia levemente
Com as suas rudes crateras lavas em fogo e sangue.
Os ratos irromperam pelas imundas ruas do reino
E espalharam, nos monstros moribundos da droga, a Peste!
 
Ah! Crocitam lá em cima, nervosos e atentos, os corvos reis,
À ruína do seu império arruinado. Ah! Vontade de rir.
Caem doentes os tóxicos monstros, em espectros de sombra
Aniquilados, destruídos, dizimados, à extinção!
 
Os ratos roeram as peles dos monstros, em chagas.
Adoentaram em incêndios o sangue podre, e risos.
A lua, morre, mas sorri, quase a deitar-se ao horizonte.
 
Os corvos, abraçam a derrota, e caem também moribundos
Nas terras decadentes do reino dos fins dos tempos.
A lua morreu. Os monstros morreram. E chove...
música: The Knife - Silent Shout

publicado por JoãoSousa às 18:31
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1 comentário:
De Melissa Yedda a 15 de Agosto de 2008 às 01:36
Teus posts sempre me evocam um grande teatro, muitos efeitos de luzes e sons...Gosto! E acabo fazendo viagens no tempo.
Beijos


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