Quarta-feira, 12 de Março de 2008

...

Hei-de ver o mar inundar-te os olhos,

Em violentas ondas de dor.

Hei-de ver o céu a desabar sobre os teus ombros,

Em torrentes de angustia.

 

A terra abrir-se-á,

As lavas escorrerão em vales negros e tristes,

Os ventos uivarão, arrancando tudo à sua

Passagem.

 

As tempestades cobrirão os dias e os

Relâmpagos serão os únicos sóis.

Todo este Apocalipse surgirá de ti,

 

Quando o mar te inundar os olhos,

E o azul celeste dos mesmos, se transformar

Numa bruma quente, vinda do Inferno.

 

 

(tudo isto eu verei, dentro de ti.)

 

música: Placebo - Sleeping with ghosts

publicado por JoãoSousa às 21:13
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4 comentários:
De V.A.D. a 13 de Março de 2008 às 01:59
Pranto e angústia... É deveras negro, este teu texto, cheio de uma espécie de raiva vingativa...
Assusta, lê-lo...

Desejo que a tua noite seja isenta de sentimentos assim!

Um abraço.


De ana a 13 de Março de 2008 às 21:46
e vives bem a desejar tudo isto?


De dhyana a 14 de Março de 2008 às 16:58
Ondas de dor... também ando assim e não sei como fugir de mim mesma...


De emanuela a 16 de Março de 2008 às 17:43
Em muitos momentos a nossa dor pode se transformar numa raiva terrível. A maioria das pessoas prefere fingir que em si nunca houve sentimentos assim, só nos outros. Gosto da maneira como as expões. Todos somos feitos de luz, mas também de sombras. O mais importante é não deixar que nos transformemos só em sombras, e que um dia a luz prevaleça sobre tudo.
Um beijo grande


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