Segunda-feira, 4 de Fevereiro de 2008

Carne Nada Vale

 

 

Atiramo-nos canibalmente uns aos outros, entre mascaras, plumas e olhares.
Num dia todos os pudores são deixados de lado e alimentamos em nós a vertente animal que se encontra adormecida todo o tempo.
Afinal a Carne nada Vale e deve brindar-se a isso, com fantasias, cores e risos.
Numa noite misturam-se as pessoas, à volta de musicas bebedas e brincadeiras fumegantes, acordando os instintos mais escondidos em si.
Afinal a Carne nada Vale, e deve festejar-se isso, com deboches, bacanais com muitas plumas e cores.
Numa noite perde-se o norte, aproveita-se o sul, esquece-se o oeste e tudo acaba quando se vê, já bem brilhante, o sol, nascendo a este.
Afinal a Carne nada Vale e deve entrar-se em jejum, mas ainda de barriga cheia.

música: Amy Winehouse - Valerie

publicado por JoãoSousa às 20:39
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2 comentários:
De Emanuela a 5 de Fevereiro de 2008 às 01:39
Sem dúvida ela é forte e tende a dominar, mas quase sempre é um domínio consentido, motivo pelo qual vale ainda menos. E nem precisa de dias especiais...
Beijos.


De V.A.D. a 5 de Fevereiro de 2008 às 03:08
É a falsidade da contenção explodindo no latejar das veias, a condensação de momentos mal vividos em algumas horas libertinas...

A carne vale o que vale, é fraca mas saborosa...

Desejo-te um excelente dia de carnaval!

Um abraço.


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