Sábado, 2 de Fevereiro de 2008

O Sol (E a Ruína)

 

Retalhamos as mais diversas emoções aquando a arruinação do sol.

Em momentos a musica eleva-se mais que a alma e transporta-nos para o calor infernal, de lavas coloridas e odores desconhecidos que se entranham em nós e nos fazem saltar, tremer, vibrar.

E aí surge o apogeu da coisa mais sagrada de um homem. A sua virgindade surreal perde-se com o pecado dos mortais e enrolam-se os dois num só... sol.

Rebenta-se a super nova e surge uma nova estrela, pequena, mas mais brilhante do que outra qualquer. Da decadência da alma pelo reles mortal surge o Sol.

Ilumina-nos o sistema, enquanto nos abraça com alucinações confusas e multicolores de vulcões que entraram em erupção e romperam a breve cortina do real.

É desta ruína que surge o efeito perfeito para que as melhores composições sinfónicas se afoguem no mar do silêncio, tal como o sol se descai sempre contra o azul imenso do oceano.

 

 (acaba-se então aqui a degradação do corpo, com a ascensão da alma, na música. e quando se reabrem os olhos, vê-se, já bem alto, o Sol, que ofusca, esperando nova composição)

música: Glen Hansard and Marketa Irglova - Falling Slowly

publicado por JoãoSousa às 06:43
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2 comentários:
De Emanuela a 3 de Fevereiro de 2008 às 01:08
Amigo, hoje além do encantamento com o texto , que sempre me leva à reflexão da força da música em nós, fiquei embevecida com a música indicada. Lindíssima! Obrigada.Já a "guardei" .
Um beijinho e por favor: não demora tanto a nos brindar com a tua presença.


De V.A.D. a 3 de Fevereiro de 2008 às 02:24
Do ofuscante negrume do silêncio, eleva-se a alma nos céus, transportada nas notas cadenciadas da melodia radiosa, em direcção ao sol, prenúncio de uma fusão, tão inapelável quanto desejada...

Excelente texto, amigo!

Um abraço.


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