Sábado, 22 de Setembro de 2007

A Tempestade

Torrentes de gotas de chuva, que parecem agudas notas de um violino, ao cair, irrompem violentamente do gorgolejar saxofónico das nuvens, quando o céu parece abrir-se numa catastrófica epopeia de tambores e de repente a Luz!

Num espaço mínimo de tempo, o silêncio luminoso apaga todos os sons ensurdecedores da tempestade e toca na terra, abrindo-a, rasgando-a, fazendo-a soltar um terrorífico grito de dor.

E devo dizer, enquanto músico, que não há, nem haverá som mais intenso e poderoso que o ecoar de dor das profundezas da terra, nem mesmo um batalhão dos mais poderosos homens, acompanhados pelas melhores tubas e didgeridoos já alguma vez fabricados, conseguirão, algum dia, igualar o som de um Trovão.

música: Goldfrapp - Number 1

publicado por JoãoSousa às 00:01
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1 comentário:
De Emanuela a 24 de Setembro de 2007 às 03:10
Apesar de ser de uma forma um tanto medíocre, sou cantora( ou simplesmente cantante). Canto por absoluta necessidade de expressar-me e envolvo-me dentro do mundo da música de tal forma, que sinto-me realmente em extase ao observar uma pessoa tocando ou cantando com alma, com paixão. Fico feliz de saber-te músico e percebo que a sensibilidade que exalas, tinha mesmo que ter um veio muito forte.
Um abraço, amigo.


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