Quarta-feira, 18 de Abril de 2007

Maria Triste




Em noites, lá na taberna,

Mal pela porta entrava.

Calavam-se as vozes do povo

E assomava-se a guitarra.

 

Dois copos de porto e uma cigarrada,

Maria triste começava a cantada.

 

No seu luto bem cativo

Despendia o xaile rasgado,

Maria Triste, a bêbeda,

Chorava mais um fado.

 

De lágrimas se enchia,

Cantando o seu amado,

Que por destino cruel,

Deus lho tinha tirado.

 

Parava a ladainha e vinha mais um bagaço,

Para lhe acalmar a dor, que tinha no seu regaço.

 

Contava saudades, paixões,

Amores, promessas, planos.

Enamorada por um soldado,

Deixou-se cair em enganos.

 

Aprumou melhor a voz,

Para chegar ao refrão.

Quando soube da sua morte,

Dava à luz um filho barão.



Gabriel Braga
música: Damien Rice - 9 Crimes

publicado por JoãoSousa às 03:20
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