Quarta-feira, 28 de Março de 2007

(Mãe, apenas um paragrafo te escrevo)


 Não quero que lutes contra o meu perdão. Não quero que a tua angústia seja caustica e te consuma todos os dias da tua vida. Tu não tens culpa. Nunca tiveste culpa. Deste à Luz um ser dividido, defeituoso, torturado. O meu exterior é teu mãe. Mas a alma, a alma, essa nunca serviria neste mundo. E por isso perdoa-me. Perdoa-me mãe, por esta revelação repentina, drástica e cobarde. Perdoa-me Mãe, por não conseguir guardar em mim, na minha concha, os tremores da minha alma. Perdoa-me Mãe.


 Gabriel Braga


música: Ef - Tomorrow My Friend

publicado por JoãoSousa às 14:16
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