Quinta-feira, 9 de Novembro de 2006

O Baralho de Cartas



O valete de espadas, a dama de copas, embuchou,

Enquanto o seu pai, para a dama de paus, a asa arrastou.

 

As outras duas solteironas, de muito amigas que são,

Competem com todas as manhas,

O amor do valete de paus.

 

Mas elas nem imaginam as tramóias que este faz,

À tarde come o valete de ouros,

À noite de mais meia dúzia anda atrás.

 

O rei, pai do encornado, este enlace descobriu.

Chamou os seus capangas maus,

E sem aceitar o que viu,

Mandou capar o sacana do valete de paus.

 

Ele todo amedrontado,

E com amor às suas jóias,

Correu todo afrontado,

Para a dama de espadas e as suas grandes bóias.

 

Em toda esta confusão,

Nem o Joker se safa,

Pois o rei de paus, quer que este,

À sua filha, a folha faça.

 

Gabriel Braga
música: Blue October - Hate me

publicado por JoãoSousa às 20:38
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