Domingo, 5 de Março de 2006

A Vida como Exemplo

"O homem que morre antes da morte, não morre quando a morte chega..."

Estamos perante um Escritor (Rui Madeira) e a sua vontade de “mudar a forma” – assim designa ele o seu desejo, ou melhor, a sua necessidade, de voltar a dar um sentido à vida e ao seu trabalho enquanto criador. Este Escritor tem um amigo de longa data, o seu Editor (Valdemar Sousa), que tenta vender os seus livros. Contudo o interesse por eles cai proporcionalmente à intensidade das tentativas do Escritor de "mudar a forma". O Editor tenta perceber que tipo de mudança, o seu amigo deseja levar a cabo. O Escritor dá, em traços gerais, exemplos retirados da história que o têm vindo a ocupar, nos últimos tempos. O Editor, por seu turno, propõe ao amigo que escreva um livro baseado nesses seus esboços, aproveitando para lhe lembrar que do seu último o livro apenas foi vendido um exemplar.

O Editor aproveita, ainda, para referir, que esse único exemplar havia sido adquirido pela Mulher da Máscara (Mónica Lara), como é designada, nos seus sonhos, pelo Escritor, essa mulher desconhecida, já que, de facto, apenas DUAS COISAS ocupam a mente do Escritor: as mulheres e as discussões metafísicas. A Mulher da Máscara mais não é do que a mulher do Editor, que acaba por ter de a "ceder" ao seu amigo escritor.

exemplo1.gif

No futuro livro do Escritor, será incluída a história relativa às últimas palavras pronunciadas pelo astronauta americano Neil Armstrong na Lua, dirigidas a desconhecidos. Estes personagens do Escritor aparecem em cena (Mrs. Górskiy – Solange Sá, e Mr. Górskiy – Carlos Feio...). Em cena aparece também um outro futuro personagem do Escritor, Albert Einstein, que tenta rejuvenescer até ao estádio de embrião, voltando mesmo ao útero materno...

exemplo2.JPG

“ A Vida Como Exemplo” é um exemplo da pluralidade e da eternidade da vida e do destino do ser humano e, talvez, a morte não seja uma "piada" assim tão temível e terrível, quanto o parece ser à primeira vista, mas sim a continuação do exemplo eterno da própria vida em si.

(Fonte: Companhia de Teatro de Braga)

publicado por JoãoSousa às 20:47
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2 comentários:
De Anónimo a 12 de Março de 2006 às 14:19
Eu pedro .... aconselho vivamente a ver esta peça, q demonstra q ainda s faz bom teatro neste pais =P @@pedro .e..
</a>
(mailto:shakti_70@hotmail.com)


De Anónimo a 5 de Março de 2006 às 23:46
Ainda estou a tentar dissecar a frase...Carlos Tavares
(http://o-microbio.blogspot.com)
(mailto:carlos.roquegest@mail.telepac.)


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