Quinta-feira, 5 de Fevereiro de 2004

LÁGRIMA

Cheia de penas
Cheia de penas me deito
E com mais penas
E com mais penas me levanto
No meu peito
Já me ficou no meu peito
Este jeito
O jeito de querer tanto

Desespero
Tenho por meu desespero
Dentro de mim
Dentro de mim o castigo
Eu não te quero
Eu digo que não te quero
E de noite
De noite sonho contigo

Se considero
Que um dia hei-de morrer
No desespero
Que tenho de te não ver
Estendo o meu xaile
Estendo o meu xaile no chão
Estendo o meu xaile
E deixo-me adormecer

Se eu soubesse
Se eu soubesse que morrendo
Tu me havias
Tu me havias de chorar
Por uma lágrima
Por uma lágrima tua
Que alegria
Me deixaria matar

Fado

O desespero dum amante que deseja ser amado, mas que nada mais tem que uma esperança triste... a pobreza de um "Se". O desespero que aperta no peito... o castigo de amar...
Porque ama-mos então?

publicado por JoãoSousa às 01:17
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1 comentário:
De Anónimo a 5 de Fevereiro de 2004 às 17:00
Porque sim!! :Dbluefire
</a>
(mailto:bluefire@netcabo.pt)


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