Domingo, 16 de Maio de 2004

Uma loucura sem querer

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Não sei qual foi a loucura que cometi desta vez, não estou ainda em perfeito estado. Acordei contigo ao meu lado sem saber como, tive medo do que se poderia ter passado nessa noite e preferi fugir. Sei que não devem haver muitas dúvidas acerca do que fizemos. Estávamos os dois nus e a nossa roupa espalhava-se pelo chão. Eu volto a dizer que não estava bem e tu sabes disso. Estava drogado, bêbedo, perdido e julgo que te aproveitaste de mim…
Não te estou a culpar. Longe disso. Gostei. Daquilo que me lembro gostei. Tenho lapsos na minha cabeça que ainda me fazem sorrir de prazer. Ainda tenho sonhos contigo e acordo com vontade de estar contigo mais uma vez. Mas tive medo!
Não queria que pensasses que sou daqueles que foge depois de ter feito as asneiras. Tu sabes que não. Apenas me apavorei por não estar no meu estado normal, pelas consequências que isto poderá ter e eu não estou preparado para enfrentar nenhuma consequência. Tu sabes como anda a minha vida. Tu sabes como eu ando e como preciso de paz.
Alem disso, tu sabes que aquilo que sinto por ti, não é aquilo que me fez ir contigo para a cama. Apenas sinto amizade por ti, apenas te posso dar amizade, e nada mais.
Talvez agora, depois desta noite me peças mais e não te posso dar. Por isso fugi e talvez continue a fugir.
Apenas amizade. E não poderás pedir muito mais de mim. Sempre te disse que só te daria amizade e tu sempre me disseste que era o melhor que te poderia dar. Sempre agradeceste o facto de te dar a minha amizade. E acordei contigo na cama. Num acto mais que foi alem da amizade. Porquê?
Porquê depois da discussão? Depois da retaliação? Depois de tudo isso acontece isto?
Armadilha? Destino já preparado? Ironia? Um golpe da vida?
Em que tenho eu de acreditar se nada tem lógica. Não quero acreditar que me tenhas tramado, mas também não quero acreditar que a vida me tenha lixado mais uma vez. Diz-me tu então! Só tu me podes dizer, salvar-me desta dúvida que me acobarda e me consome o espírito. Usa a sinceridade que sempre te orgulhaste de ter e diz-me…

Gabriel Braga

publicado por JoãoSousa às 18:17
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4 comentários:
De Anónimo a 17 de Maio de 2004 às 03:02
li. tentei abstrair-me cos comentarios não consegui. desculpem-me os 2, um beijoencandescente
(http://eroticidades.blogs.sapo.pt/)
(mailto:encandescente@sapo.pt)


De Anónimo a 16 de Maio de 2004 às 20:37
É bom sentir prazer, aumentá-lo mutuamente, saborear o fruto proibido, acabar num puzzle de corpos e ainda sentir desejo depois do 1º climax...
me
(http://humanature.blogs.sapo.pt)
(mailto:me@somewhere.pt)


De Anónimo a 16 de Maio de 2004 às 20:31
Já parti sim. Não levei nem o medo nem a vontade de me afastar de ti. Ficará igualmente na minha memória essa noite em que fui teu, em que não houve receios, em que as perguntas tornaram-se respostas sem mais perguntas, em que fui. Simplesmente. Só teu! E assim me recordarás. e assim quero que me recordes. Assim quero, para sempre, recordar-me também.
Nao fujo por medo de alguma coisa ruir (tu sabes como sempre adorei ruinas). Fujo apenas porque fui apanhado de surpresa (e tu sabes quanto medo tenho eu das surpresas). Fujo também por cobardia. Fujo porque pensei ter sido traido de uma maneira vil. Mas nao fujo mais. Agora que sei. Não fujo mais. Fico-me! Fico-me e espero-te.Eu sei quem és
(http://www.unknownpoets.blogs.sapo.pt)
(mailto:madness@portugalmail.com)


De Anónimo a 16 de Maio de 2004 às 20:04
ironia talvez...inveja, ciumes, vontade de te ter sabendo que não o posso fazer. Sei que agora está tudo arruinado...mas n quero que tenhas medo,não quero que seja por isso que te afastes de mim, podes fazê-lo por qualquer outra razao, mas medo não, eu não poderia viver com isso. Ja partiste, sei que não te voltarei a ver, mas ficará guardada na minha memória a noite em que foste meu, sem receios, sem perguntas as quais n tenho resposta, foste meu, so meu e assim te recordarei...sabes quem sou
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