Quarta-feira, 25 de Agosto de 2004

2º Dia em Paredes de Coura

scissor_sisters.jpg

Acordamos varias vezes durante a noite, ou pela chuva que entrava na tenda, ou pelo desconforto de dormir no chão, ou pelo frio, ou então porque um braço estava em cima da nossa cabeça.
Acordamos já era tarde da manha, e o tempo não melhorava muito. Permanecemos na mesma rotina todo o dia: ouvíamos a chuva, parava de chover durante dez minutos, voltava a chover e enquanto elas se davam ao trabalho de se mexerem, de irem passear, nós ficávamos na tenda, embrulhados no saco cama a falar, a rir, a dormir, a comer. Todo o dia assim, nesta rotina.
Só à noite, porque o tempo parecia melhor e porque tínhamos pago para ver concertos (senão não saiamos mesmo da tenda) decidimo-nos a ir para o recinto estando já a meio o segundo concerto da noite.
Mal chegamos, como uma bênção irónica, começa a chover… Mas não era daquela chuva calma, que pouco molha, que depressa passa. Era um dilúvio. Ficamos todos abrigados numa das barracas da Super Bock, todos molhados, todos apertados, sempre a beber. Pouco depois, a chuva continuava, a água que descia pelo recinto tinha-se transformado em rio e nós ficamos enterrados em lama até aos tornozelos.
Finalmente passou a água, e nós já estávamos mais quentes das cervejas, fomos para a relva, para o meio daquele mar de lama ver o concerto que dava no momento “Jon Spencer and Blues Explosion”. Estava engraçado o concerto, o som, mas acabou depressa e depressa apareceram os Scissor Sisters, banda que não tinha muita vontade de ver, além disso começamos novamente a sentir pingas e perdíamos cada vez mais a vontade de assistir ao concerto… MAS… Eis que ouvimos a primeira música, e ao som daquele Rock-Pop diferente do que já ouvi alguma vez, começamos aos saltos, a curtir a música, a dançar, enquanto a chuva caía cada vez mais forte, cada vez mais quantidade.
Poderia dizer que o concerto seria quase perfeito se a vocalista se limitasse a cantar e se o homenzito não se mexesse tanto.
Só arredamos pé do recinto, no final do concerto, quando já não nos sentíamos quentes de maneira nenhuma, quando já estávamos cansados de tanto saltar e separamo-nos… Sim, porque a blackangel decidiu ficar perdida por mais algum tempo. (Agora o que andou ela a fazer??? A duvida persiste!!!)
Fomos os quatro para a tenda, mudar de roupa, pôr uma roupa seca antes que ficássemos doentes e juntamo-nos todos noutra tenda, a conversar e a comer. Algum tempo depois, e vencidos pelo cansaço voltamos para a nossa tenda onde pouco depois “aterramos”.
Todos aconchegados, com a companhia da chuva lá fora, com as gotas a caírem-nos em cima, com as roupas húmidas encostadas a nos, conseguimos adormecer.
Até que, vinda do nada, aparece de novo blackangel tentando entrar, mas a nossa tenda já era pequena para nós os quatro, então ela decidiu-se a ir para a outra, sozinha, triste, abandonada, amargurada, onde dormiu sozinha e com muito frio (tive de pôr isto a pedido dela).
E “caminhamos” para o nosso 3º Dia em Paredes.


Gabriel Braga

publicado por JoãoSousa às 19:01
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2 comentários:
De Anónimo a 28 de Agosto de 2004 às 14:18
Que noute eheheh :D queria ter visto os pêlos púbicos do home...o Mundo está cheio de trengos!Ainda bem lol @Ich Liebe Dich@lakshmi
</a>
(mailto:)


De Anónimo a 26 de Agosto de 2004 às 20:42
eu n pedi nd cabrito mas e vdd eu tiv mt frio ali abandonada!!lol so m apareciam trenguinhos nessa noit enfim lol eheh =P mu vos mt na mm @@blackangel
</a>
(mailto:)


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