Domingo, 18 de Março de 2007

As pessoas desta casa não prestam!

É libertador chegar ao fim da noite sabendo que tudo está resolvido. Agora vai demorar mais um pouco a voltar tudo à normalidade… mas vamos no bom caminho.

 Todas, ou quase todas as duvidas e questões foram solucionadas e algumas delas, gentilmente não foram sequer abordadas. Não eram precisas…

Não é preciso bater sempre na mesma tecla. Temos de nos conhecer, respeitar, saber esperar e ouvir. Depois fala-se. E durante todo este processo apenas se pede desculpa. Desculpa, desculpa, desculpa.

No fim, aí sim posso falar, dar o meu parecer, mostrar o meu ponto de vista, a minha opinião de como sou, de como reajo, de como penso e do que faço. Só no fim. Depois de ter ouvido, depois de saber o que os outros pensam sobre as mesmas questões em relação a mim. Porque eles não pensam de mim, o mesmo que eu penso de mim.

 

Eu sei-me. Eu conheço-me. Mas quem me envolve não tem a mesma percepção de mim como eu tenho. E nunca me consciencializei disso!!!

Ninguém, nunca poderá saber como reagir a mim se eu não for capaz de explicar, de mostrar, de transparecer às pessoas. Mas eu penso que sim. Sempre pensei que sim. Sempre pensei que desde o primeiro dia que me envolvi sempre dei todas as maneiras para me conhecerem, para saberem quando estou triste, ou contente, ou quando se me estala o verniz, ou até mesmo quando a mascara está mal presa. Eu pensava que sim. Que ao longo do tempo me iriam percebendo, iriam captando os meus limites e as minhas vontades.

 

Mas pelos vistos as mascaras construídas à minha volta, provenientes da vergonha e da desilusão com o meu ser, conseguiram de tal forma construir um muro inultrapassável de desconfiança e suspeitas, em redor de mim e o mundo que me circunda.

 

É triste saber que nunca ninguém me entendeu nem me deu a mão por minha culpa, minha, somente minha culpa. Eu não deixava, eu não mostrava, eu escondia-me por baixo de outra mascara e sorria e acenava e depois explodia e no fim ainda me calava. Desviava o assunto, mudava de direcção e nunca ninguém tocava nos assuntos que deveriam ser tocados, nas feridas que deviam ser abertas, para serem limpas, para serem cosidas, para sararem.

Mas eu não deixava, não dava hipóteses. E ao mesmo tempo na minha ilusória cabeça imaginava que as pessoas me afastavam porque eu não era verdadeiramente interessante e digno de ficar envolvido. Pensava que não queriam saber de mim, que os meus problemas eram os meus problemas e quando explodia tudo passava e ninguém queria saber.

E é incrível que agora, num repente me apercebo que eu crio muros impenetráveis, crio mascaras insuportáveis e crio imagens que não são reais.

 

E afinal sou amado e respeitado. Não sou compreendido porque não deixo que me compreendam. Mas a pouco e pouco vamos lá, vamos ao sitio!

Muitas mascaras já caíram. Algumas ainda irão cair e outras estarão sempre postas, porque talvez, nem eu, agora nesta minha inocente loucura, sou capaz de distinguir o que é verdadeiro e o que ilusão em mim, de mim, sobre mim.

 

 E quanto ao titulo tenho a dizer que as pessoas que habitam esta casa que sou eu, essas sim, não prestam. E só assim a mensagem faz sentido.

Até sexta…

Gabriel Braga

música: Mika - Happy Ending

publicado por JoãoSousa às 18:40
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